Um Blog sobre História e Cultura Portuguesa

31
Out 11

 

Foi no passado dia 22 de Outubro que teve lugar, na Casa de Goa, em Lisboa, o lançamento do livro intitulado Zeenat, da autoria de Azira Can.  

Com a ambiência familiar do local, o Professor Teotónio de Sousa fez uma excelente apresentação do livro, uma obra de ficção que retrata o quotidiano da mulher muçulmana numa Goa anterior à ocupação portuguesa. 

 

Uma obra a não perder....

publicado por DonaHistoria às 12:12
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28
Out 11

 

 

 

Ontem foi assinalado, em Portugal, o Dia Internacional dos Arquivos Audiovisuais, com uma sessão comemorativa e um debate público que teve lugar na Cinemateca. Organizada pela Cinemateca Portuguesa, pelo Centro Nacional de Cultura e pela Associação de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas portugueses (BAD), esta sessão contou com a presença do Dr. Guilherme de Oliveira Martins, de Maria Paula Santos (presidente da BAD), de José Manuel Costa, representando a Cinemateca e do jornalista Joaquim Furtado.

 

A sala Félix Ribeiro assistiu à exibição de três breves películas históricas, antes do debate, que se mostrou bastante participado. Há que sublinhar a importante presença do Grupo de Trabalho de Arquivos Audiovisuais, secção pertencente à BAD, principal entidade que, neste momento, se preocupa com as questões da preservação do património das imagens em movimento, no nosso país. 

 

No debate foram levantadas várias questões e debatidos vários problemas que se afiguram às entidades e aos profissionais responsáveis pela preservação e difusão destes documentos.

 

 

Fig: Um exemplo de película que se poderá perder.

 

O Dr. Guilherme de Oliveira Martins assinalou o perigo de uma possível perda da memória contemporânea portuguesa, fruto da negligente preservação deste tipo de documentos, sublinhando a responsabilidade do Estado neste âmbito.

 

Maria Paula Santos narrou o percurso da BAD no apoio à preservação e difusão dos arquivos audiovisuais, destacando a importância do recuperado grupo de trabalho, constituído por elementos dos três canais generalistas de televisão.

 

Joaquim Furtado partilhou a sua experiência de investigador e utilizador dos arquivos audiovisuais da RTP, para a concretização da série A Guerra.

 

José Manuel Costa sublinhou a importância da preservação e da interoperabilidade dos arquivos audiovisuais, considerando necessária a sensibilização dos organismos estatais para este problema, traçando um diagnóstico pouco abonatório da realidade actual e futura.

 

Resta dizer que ficaram agendadas outras actividades neste âmbito, dinamizadas pelas três instituições.

 

 


ÚLTIMA PARAGEM, MASSAMÁ, de Pedro Vieira

 

Ainda não li, mas já me afiançaram que é bom.

 

 

publicado por DonaHistoria às 19:33
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Pois é, caros leitores, após quase 2 anos de silêncio, decidi voltar a dar voz a este blog sobre História e Cultura Portuguesa, num momento em que, mais do que nunca, não podemos silenciar a erudição e a cultura made in Portugal. Abordaremos cultura de massas, cultura pop, alta cultura, enfim tudo o que faz crescer e evoluir é cultura... 

 

Aviso à navegação: se esperam mais um daqueles blogs que só falam de roupas, malas, sapatos e marcas estrangeiras, então não vale a pena continuar. Este local é dedicado àquele bem etéreo e imaterial que os consumistas da actualidade não conseguem entender: o saber, o conhecimento e a sua partilha.

 

Por tal, se se identificarem com esta visão do mundo, por favor partilhem, participem e divulgem este blog.

 

A autora 

publicado por DonaHistoria às 19:18
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30
Ago 09

 

Numa estival tarde de Domingo aventurei-me a visitar um espaço ao qual não regressava há muito: o jardim botânico da Escola Politécnica. Na verdade, tinha fugazes lembranças da minha infância, quando andava na Escola Secundária Veiga Beirão, ali no largo do Carmo, e fugia para passear à sombra daquelas àrvores, grandes e belas, quando ainda era possível entrar e sair daquele local livremente! Nesse tempo, o jardim andava belo e bastante cuidado, sendo possível percorrer os seus meandros sem qualquer dificuldade. Qual não foi o meu espanto quando regressei, talvez passados 15 anos, e deparei com a imagem de decadência que agora transparece. Lembre-se que a criação do Jardim Botânico foi iniciada em 1837 e levada a cabo pelo primeiro jardineiro chefe, Edmund Goez, tendo como objectivo o de difundir o conhecimento botânico.

 

 

Fig: A decadência do mobiliário urbano

 

O mesmo espaço, volvidos 172 anos, um dos postais de Lisboa, inserido na maioria dos roteiros turísticos da capital, não passa, agora, de um jardim moribundo! Entregue aos cuidados da Universidade de Lisboa, cada vez mais preocupada com o sufoco financeiro em que sobrevive, o horto parece estar abandonado à sua própria sorte. O único funcionário que se vê é aquele que cobra as entradas, preços simbólicos, com um ar tão desanimado como a própria instituição! Jardineiros, nem vê-los! Esta ausência explica, quiçá, as ervas daninhas que invadem os canteiros onde haviam simplesmente de existir flores, a sede que certas plantas denotam, especialmente as hortênsias que clamam impiedosamente por água... 

 

 

Fig: Um canteiro inundado de ervas daninhas...

 

Nas estufas que estão abertas ao público, os turistas que afluem àquele local, que na verdade são uma quantidade bastante considerável, podem observar vidros partidos e exposições deploráveis, com muitos anos de idade... O restante equipamento também pede por socorro, essencialmente o observatório astronómico, cuja cúpula parece ser pasto de ferrugem..  

 

 Fig: Fachada  decadente do Laboratório astronómico

 

 

Os caminhos do jardim estão num estado miserável, sem falar da existência de lagos e cascatas que morrem de secura! Por este motivo e compreendendo as dificuldades financeiras pelas quais a Universidade de Lisboa está a passar, seria interessante organizar um movimento de cidadãos, de forma a arranjarmos soluções para não deixar morrer este recanto tão belo e ecológico da capital.

 

 

 

Fig: Os vidros partidos da estufa

 

Se o Estado não consegue cuidar do nosso património, tão rico e diversificado, terá de ser a sociedade civil a levantar a sua voz e a tentar arranjar alternativas. Ao deixar o património ao abandono, estamos a deixar morrer Portugal... Este blog pretende ser, pois, uma voz activa na denuncia destas atrocidades para que as autoridades competentes tomem as rédeas da situação. Pelo jardim botânico, pelo turismo de Portugal e por todos nós...

 

 

 

 

publicado por DonaHistoria às 19:44
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09
Nov 08

    Aquiles é o herói, por excelência, da narrativa Homérica. Herói bélico, violento, assassino e cruel, tem plena consciência da sua superioridade no campo de batalha. Mas, se por um lado, é apresentado como um protagonista sanguinário, por outro, Aquiles é um homem capaz de estabelecer um forte vínculo afectivo com Pátroclo. Parece pois, que o «calcanhar de Aquiles» do próprio Aquiles é Pátroclo.

 

Image:Leon Benouville The Wrath of Achilles.jpg

     The Wrath of Achilles, by François-Léon Benouville (1821–1859) (Musée Fabre)

 

    Aliás, Aquiles é uma personagem que apresenta um alto nível de sofrimento e é talvez esse o principal motor da sua crueldade. A vingança pela morte do seu amigo (ou algo mais…) e a protecção da sua vida são os motes para o fabrico do seu fantástico escudo. É a sua mãe, a deusa Tétis que vai pedir a Hefesto, o deus da metalurgia, que fabrique um escudo para o seu amado filho. Hefesto responde com prontidão e logo começa a fazer essa verdadeira obra-prima da metalurgia e da literatura. Bronze, estanho, ouro e prata são os materiais utilizados pelo deus coxo.

 

Image:The Education of Achilles, by James Barry.jpg

The Education of Achilles (ca. 1772) by James Barry (1741-1806)

 

 

 

    O escudo é grande e robusto, com «…rebordo brilhante triplo e refulgente…». Tem cinco camadas, mas mais importante, ainda, nele encontram-se cinzeladas várias imagens. No escudo de Aquiles está representado o universo físico na sua verdadeira dicotomia (terra-mar, Sol-Lua e constelações). Mais importante do que isso, no escudo de Aquiles está representada toda a verdadeira essência humana! A alegria e o terror! A alegria da celebração da vida na primeira cidade e o medo e o terror estampados na segunda. A primeira cidade representa a paz (embora pareça precária) e a segunda representa a guerra! A descrição que se segue de actividades agrícolas e vitícolas são também alusões a um clima de paz. Se a paz da primeira cidade pode parecer precária, o autor reforça este valor através de trabalhos ligados à terra.

 

Imagen:17Aquiles-Rubens-1-.jpg

 

 

      Mais do que evidente é a alusão clara à conquista micénica da civilização minóica. Homero narra que Hefesto cinzelou no escudo uma cena em que dois leões agarravam e matavam um touro. Ora, todos sabemos que os leões eram animais que os micénicos gostavam particularmente. Basta lembrar do famoso pórtico das leoas, em Micenas, que ainda chegou aos nossos dias. E o animal mais representativo dos minóicos não era senão o touro. Parece, pois, uma clara alusão à supremacia micénica. Aliás, o autor refere, em seguida, que Hefesto cinzelou um piso de dança semelhante a um existente no palácio de Cnosso, que Dédalo terá concebido para Ariadne, filha de Minos, rei de Creta…..  Mais uma prova da influência minóica na civilização micénica! Para concluir, urge uma análise atenta à descrição que Homero nos faz deste surpreendente escudo. Na verdade, a técnica que Hefesto utilizou para a sua construção pressupunha o conhecimento do trabalho metalúrgico do ferro. Mas, a acção da Ilíada não se desenrola na Idade do Bronze? Parece que Homero se descuidou e cometeu um redundante anacronismo. Ou será que o astuto autor pretendia avaliar a capacidade de análise dos historiadores vindouros?

 

Andreia de Almeida

publicado por DonaHistoria às 17:24
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25
Out 08

Home

 

O Centro de Historia da Universidade de Lisboa está imparável. Este ano agendou uma infinidade de cursos, qual deles o melhor. Neste momento está a decorrer o curso de Egiptologia, do qual já fizemos referência. Em Janeiro arranca o curso de Sexualidade e História e durante o próximo ano estas iniciativas parecem suceder-se.

 

Ora, após o curso de SEXUALIDADE E HISTÓRIA, iniciar-se-à o II CURSO LIVRE DE HISTÓRIA MILITAR "OS ROSTOS DA BATALHA", que, burocraticamente, seguirá  os mesmos moldes dos anteriores (ver atrás). Terá inicio a 25 de Março de 2009 e acabará a 3 de Junho, perfazendo um total de 10 sessões. Entre as matérias em debate pelos mais conceituados especialistas teremos:

 

- O Direito Internacional Humanitário

- As Batalhas no Mundo Clássico

- As Batalhas de Trancoso e Aljubarrota

- Alcácer-Quibir

- Buçaco

- Asseiceira

- Chaimite

- La Lys

- Operação Nó Górdio

 

 

 

Findo este curso, no dia seguinte, a 4 de Junho inicia-se o I CURSO LIVRE DE GUERRA NO MAR. Desta feita, o curso é composto por 8 sessões, que decorrem no mesmo horário, mas à 5ª feira. Serão abordados problematicamente os seguintes conflictos:

 

- Batalha de Salamina

- Batalha de Áccio

- Batalha de Chaul e Diu

- Batalha de Lepanto

- Batalha de Trafalgar

- Batalha da Jutlândia

- Batalha do Atlântico (1939 - 1945)

- Batalha de Midway

 

 

 

Esperamos, na verdade, que estes cursos sejam um sucesso... 

publicado por DonaHistoria às 19:16
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16
Out 08

A partir do dia 7 de Janeiro de 2009 irá ter inicio o Primeiro Curso Livre de SEXUALIDADE E HISTÓRIA, mais uma vez organizado pelo CENTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA. Dividido em 10 sessões, a decorrerem até ao dia 11 de Março do corrente ano, este curso abrangerá a problemática da sexualidade ao longo das diferentes épocas históricas, da Pré-História até à Contemporâneidade.

 

 

Na verdade, trata-se de um curso livre, o que significa que qualquer pessoa poderá participar, independentemente do seu grau académico ou área de formação. O custo da inscrição será de 100 € para o público em geral e de 80 € para os alunos da Faculdade de Letras. As Conferências decorrerão às 4ªs feiras das 18h às 20h, no Anfiteatro III daquela faculdade.

 

Para mais informações contactar o Centro de História pelo seguinte mail:

centro.historia@fl.ul.pt

 

A não perder...

 

 

 

publicado por DonaHistoria às 20:19
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O Curso de Egiptologia que anunciamos a seu tempo tem sido um verdadeiro sucesso. É, de facto, de louvar esta importante iniciativa do CENTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA, uma dinâmica que tenta abrir as portas da Universidade a todos os cidadãos interessados por estas materias.

 

O Anfiteatro III da FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA encheu para ouvir as primeiras e excelentes preleções dos mais afamados especialistas em Egiptologia, nomeadamente do Prof. Doutor Luis Manuel de Araújo, investigador do Centro de História daquela universidade. Os temas em análise abrangem um variado leque de problemáticas, nomeadamente:

 

- a religão egípcia

- antropologia  e a representação da vida e da morte no Egipto

- a arte

- a sociedade e o quotidiano

-a escrita hieroglífica

- a literatura egípcia

- o Egipto Greco-Romano

- a Herança Cultural

 

Inevitavelmente a não perder....

 

 

publicado por DonaHistoria às 20:04
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28
Set 08

Durante este ano e até 29 de Junho de 2009, celebrar-se-à o ANO PAULINO, em homagem a Paulo de Tarso, o apóstolo das Nações.

 

Foi a 28 de Junho de 2007 que Bento XVI anunciou a celebração de um ano jubilar dedicado ao Apóstolo São Paulo: “É para mim uma felicidade anunciar oficialmente que ao Apóstolo Paulo dedicaremos um especial Ano jubilar, desde 28 de Junho de 2008 até 29 de Junho de 2009, por ocasião do bimilenário do seu nascimento, inserido pelos historiadores entre os anos 7 e 10 d.C. Este ‘Ano Paulino’ poderá desenvolver-se de modo privilegiado em Roma, onde desde há vinte séculos se conserva sob o altar papal desta Basílica o sarcófago, que segundo o parecer unânime dos peritos e pela incontestada tradição, contém os restos mortais do Apóstolo Paulo.

 

 

Na Basílica Papal e na adjacente e homónima Abadia Beneditina, portanto, poderá ter lugar uma série de eventos litúrgicos, culturais e ecuménicos, como também várias iniciativas pastorais e sociais, todas elas inspiradas na espiritualidade paulina.

Além disso, uma especial atenção poderá ser prestada às peregrinações, que de várias partes virão de forma penitencial ao túmulo do Apóstolo para encontrar a renovação espiritual.

 

Também serão promovidos Congressos de estudos e especiais publicações sobre os textos paulinos, a fim de fazer conhecer cada vez mais a imensa riqueza do ensinamento contido neles, verdadeiro património da humanidade redimida por Cristo.

No mundo inteiro, iniciativas semelhantes poderão ser realizadas nas Dioceses, nos Santuários, nos lugares de culto por parte de Instituições religiosas, de estudo ou de assistência, que têm o nome de São Paulo ou que se inspiram na sua figura e no seu ensinamento.

 

Enfim, há um aspecto especial que deverá ser cuidado com particular atenção, durante a celebração dos vários momentos do bimilenário paulino: refiro-me à dimensão ecuménica.

O Apóstolo das Nações, particularmente comprometido em levar a Boa Nova a todos os povos, prodigalizou-se totalmente pela unidade e pela concórdia de todos os cristãos. Queira ele guiar-nos e proteger-nos nesta celebração bimilenária, ajudando-nos a progredir na busca humilde e sincera da unidade plena de todos os membros do Corpo místico de Cristo.

 

 

publicado por DonaHistoria às 12:43
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